Com vista a monitorar o surgimento e transmissão de mutações de resistência do HIV aos anti-retrovirais, o Instituto Nacional de Saúde (INS) iniciou semana finda a implementação, na provÃncia de Inhambane, da vigilância supracitada usando protocolo padrão da Organização Mundial da Saúde (OMS).
O estudo prevê a inclusão de 25 Unidades Sanitárias distribuÃdas pelas 11 ProvÃncias do PaÃs, onde serão incluÃdos 1000 pacientes, sendo 500 em inÃcio de terapia e 500 entre 9 a 15 meses de tratamento anti-retroviral (TARV).
A implementação do estudo foi antecedido por uma formação de profissionais de saúde de todo paÃs que estarão envolvidos nesta actividade. Esta formação teve lugar no MunicÃpio de Bilene, provÃncia de Gaza, no mês de Maio do ano em curso.
De acordo com Adolfo Vubil, investigador principal do estudo, este é o primeiro estudo do género com abrangência nacional e vai permitir 1- conhecer o perfil e nÃvel de resistência nos indivÃduos Pré-Tratamento. Este dado é útil para desenho de esquemas de tratamento de primeira linha mais adequados para população moçambicana; 2- conhecer o perfil e nÃvel de resistência em indivÃduos expostos ao tratamento entre 9 a 15 meses. Este resultado irá permitir prever a taxa de supressão viral em indivÃduos expostos aos esquemas de primeira linha aos 12 meses de tratamento.
A ocorrência de variantes virais resistentes aos anti-retrovirais é galvanizado pelo aumento de número de pessoas expostas aos medicamentos e o longo tempo de exposição aos mesmos, aliados a fraca adesão do paciente ao tratamento e constitui um desafio para o sucesso das estratégias e programas de tratamento e prevenção do HIV/SIDA.